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ALEXANDRE JOSÉ BARBOSA LIMA

ALEXANDRE JOSÉ BARBOSA LIMA
Político, nasceu no Recife, em 1862. Teve participação direta no movimento pela Proclamação da República e foi membro do governo provisório e governador do Estado. Morreu no Rio de Janeiro, em 1931. Ficou famoso como bom orador e teve seus discursos publicados, postumamente, pela Câmara dos Deputados, em 1963 e 1966.

ALBERTO DO REGO MACIEL

ALBERTO DO REGO MACIEL
Jornalista, engenheiro e historiador, nasceu no Recife, em 1871. Foi, também, diretor de terras e colonização e secretário-geral do governo do Amazonas, onde ocupou, ainda, o cargo de redator-chefe do jornal Commércio do Amazonas.
Publicou vários livros, entre os quais: "Inferno Verde - Cenas e Cenário do Amazonas" (1908, prefaciado por Euclides da Cunha); "Dom Pedro I e a Marquesa de Santos" (1916); "Gastão de Orleans" (1935); "No Rolar do Tempo" (1937); "E Educação do Príncipe" (1945).
Em Paris, França, onde viveu alguns anos, organizou "O Inventário dos Documentos do Arquivo da Casa Imperial do Brasil Existentes no Castelo d'Eu", publicados nos anais da Biblioteca Nacional em 1939. Morreu em Nova Friburgo, RJ, em 1945.

AGOSTINHO BEZERRA CAVALCANTE E SOUZA

AGOSTINHO BEZERRA CAVALCANTE E SOUZA
Agostinho Bezerra Cavalcante e Souza(Recife, Pe, 1788-Recife, 19.03.1825).
Fonte: DICCIONARIO BIOGRAPHICO DE PERNAMBUCANOS CELEBRES, de Francisco Augusto Pereira da Costa

ADEMIR MARQUES MENEZES

ADEMIR MARQUES MENEZES
Centroavante rápido e técnico, de chutes precisos, Ademir de Menezes foi mais do que o primeiro ponta-de-lança do futebol brasileiro. Maior artilheiro do país na década de 40, artilheiro da Copa do Mundo de 50 com nove gols, o destino de Queixada poderia ter sido bem diferente se tivesse seguido os planos de sua mãe, dona Otília de Menezes, que queria ver o filho formado como médico ou dentista.
Revelado pelo Sport, o filho mais ilustre de Vila do Bico do Motocolombó, no Recife, quase realizou o sonho da mãe, que acabou perdendo a disputa para o futebol. Depois do bicampeonato pernambucano juvenil em 37 e 38, Ademir foi descoberto pelo técnico uruguaio Ricardo Diez, e logo foi promovido ao time principal do Leão da Ilha do Retiro.
Em 41, foi campeão estadual e artilheiro da competição, com 11 gols.
Com o sucesso em Pernambuco, o Sport foi convidado para uma série de amistosos no Rio, vencendo Vasco e Flamengo. Se o futebol do menino de queixo protuberante ainda não era conhecido na capital federal da época, passou a ser com os três gols marcados na vitória sobre o time da Gávea. Sem pensar duas vezes, o Vasco contrata Ademir, que deixa o quarto ano da faculdade de Medicina e o Sport no começo de 42.
Sábia decisão. Ademir viria para fazer parte do Expresso da Vitória do clube, que conquistaria quase tudo na segunda metade da década de 40. Com um futebol envolvente, jogadas rápidas e habilidosas e muita eficiência nas conclusões, ele se tornou o primeiro centroavante do futebol brasileiro, que demorou para encontrar a definição para seu estilo avançado de jogar. Só em 45, porém, viria aquela que considerava sua maior alegria: o título do Campeonato Carioca. Ademir foi vice-artilheiro daquele ano, com 13 gols.
Em 46, o craque teve uma passagem rápida pelo Fluminense, depois que o técnico Gentil Cardoso exigiu sua contratação, que ficou conhecida na época como 'a tranferência da década'. “Dêem-me o Ademir que lhes darei o campeonato”, exigiu Gentil, segundo reza a lenda. Verdade ou não, Ademir chegou, marcou o gol solitário da vitória na final contra o Botafogo e o treinador tricolor cumpriu sua promessa. Porém, Gentil não conseguiu segurar o Queixada nas Laranjeiras por muito tempo, e ele deixa o Flu no final do mesmo ano.
No ano seguinte, ele volta ao clube cruzmaltino em grande estilo, conquistando mais um Campeonato Carioca. Convocado constantemente pelo técnico Flávio Costa para a seleção brasileira, Ademir ainda conseguiu dar ao Vasco o título de Campeão dos Campeões Sul-americanos de 48, além dos estaduais de 49, 50 e 52, sendo artilheiro nos dois primeiros.
A carreira sobreviveu à final da Copa de 50 e continuou até 56, quando pendurou as chuteiras. Em seu último jogo oficial, o Vasco perdia por 3 a 1 para o Corinthians, quando ele entrou. Mesmo com o menisco recém-operado, Ademir marcou o terceiro gol carioca e empatou o duelo. No mesmo ano, ainda desfilou seu futebol elegante em uma série de amistosos do Vasco pela Europa antes de abandonar definitivamente os gramados. Era o fim de uma trajetória de 429 jogos e 301 gols pela equipe de São Januário.
Aposentado, o Queixada tentou a sorte em outros campos, mas sem o mesmo sucesso.
Abriu uma indústria cerâmica, mas acabou perdendo tudo em um incêndio. Ainda conseguiu um emprego no extinto Instituto Brasileiro do Café, onde ficou até 70. Já no final da vida, tornou-se cronista esportivo, trabalhando em rádios e jornais do Rio de Janeiro.
Ademir faleceu no Rio de Janeiro em 11 de maio de 96, aos 73 anos, após perder uma desgastante batalha contra o câncer na medula. Enterrado no cemitério São João Batista, o primeiro grande ídolo do Vasco não contou a presença de nenhum dirigente do clube da Colina em sua despedida. Bastante chateada, sua viúva impediu que a bandeira cruzmaltina cobrisse o caixão do craque. Dona Dilma de Menezes lamentou que o homem com quem foi casada por 33 anos não tivesse recebido qualquer ajuda do clube que defendeu até o final da carreira.
Por Emanuel Colombari - Publicação: 25/05/2007 - Gazeta Esportiva Net

ABREU E LIMA

ABREU E LIMA
José Inácio de Abreu e Lima nasceu no Recife em 6 de abril de 1794. Tornar-se-ia um cosmopolita, um herói revolucionário de duas nações, um libertador das Américas. Sim, é pernambucano um dos grandes líderes das guerras de libertação do Continente Americano.
Abreu e Lima, como se tornou conhecido, era filho de um padre, João Inácio Ribeiro Abreu e Lima, o Padre Roma, herói da Revolução Pernambucana de 1817. Após a derrota dos revolucionários, esse Padre Roma seria acusado, preso e enviado para a Bahia, onde foi fuzilado, pasmem, diante do seu filho, o futuro general Abreu e Lima.
Após a morte do seu pai, Abreu Lima partiu para os Estados Unidos. Na Filadélfia, estabeleceu contatos com grupos de patriotas que engenhavam projetos de independência para as nações latino-americanas. Mais adiante, desembarcando na Venezuela, juntou-se aos revolucionários que estavam sob o comando do libertador Simón Bolívar, sucessor do líder Francisco de Miranda. Naquela terra, Abreu e Lima passou a liderar as tropas, embora fosse um oficial, brasileiro de origem. Destacou-se pela bravura na Batalha de Boyacá, que resultou na libertação da Colômbia. Igualmente, o general lutou pela independência do Equador, do Peru e da Venezuela.
Após as perseguições sofridas por Bolívar e o conseqüente ostracismo e morte do patriota venezuelano, Abreu e Lima retornou ao Brasil, pisando no solo pátrio em 1832. Nas suas vivências no Rio de Janeiro, participou ativamente da política. Sofreu ataques do jornalista Evaristo da Veiga. No entanto, não esmorece. Pensa, age, se insurge. O povo passaria a chamá-lo de “General das Massas”.
No Recife, em 1848, por princípio, tomou parte na Revolução Praieira. Vencidos os insurretos, Abreu e Lima é mandado preso para Fernando de Noronha, onde fez surpreendentes observações ambientalistas, tornando-se um precursor da ecologia. Anistiado em 1851, em seguida, publica em 1855, um livro de título invulgar e ousado: O Socialismo, defendendo uma interpretação singular do cristianismo e se referindo ao pensamento de Cabet, Saint-Simon e Proudhon.
Destemido, com idéias para além do seu tempo, o pernambucano Abreu e Lima também defendeu a liberdade religiosa, causando a ira do então bispo de Pernambuco, D. Francisco Cardoso Aires, que na ocasião do falecimento do general, recusa-lhe um sepultura cristã nos cemitérios públicos que estavam sob o domínio da Igreja Católica. Encontra repouso, no entanto, o general de Bolívar, o co-libertador das Américas, Abreu e Lima, numa sepultura simples no Cemitério dos Ingleses, que se localiza onde hoje é o bairro de Santo Amaro. As suas idéias e a sua bravura libertária encimam Pernambuco e nos nutrem para os desafios do presente e do futuro.
Humberto França escritor
Cronologia
6 de abril de 1794: Nasce no Recife, filho do Padre Roma (que apesar de ainda ser conhecido como "padre", já deixara as ordens religiosas). A família é rica, proprietária de engenhos de cana-de-açúcar.
1812: Com 18 anos vai para o Rio de Janeiro. Estuda na Academia Real Militar. Sai de lá em 1816, com a patente de Capitão de Artilharia.
1817: Ano em que o seu pai, o Padre Roma, é fuzilado após ser condenado como um dos líderes da Revolução Pernambucana de 1817. Assiste ao fuzilamento do pai, ocorrido em Salvador (BA). Abreu e LIma e o irmão, Luís Ignácio de Abreu e Lima, que também estavam presos na Bahia, fogem da prisão e seguem para Filadélfia (EUA). A fuga foi organizada pela Maçonaria, da qual Abreu e Lima sempre foi membro.
1819: Decide incorporar-se às tropas de Simon Bolívar. Escreve carta para Bolívar na qual fala de sua formação militar e do fuzilamento do pai, um revolucionário. Diz estar pronto "a sacrificar-se pela independência e liberdade da Venezuela e de toda a América do Sul".
1830: Após a morte de Bolívar, segue para os Estados Unidos.
1831: Volta ao Brasil. Fica no Rio de Janeiro. Defensor da República enquanto estivera lutando com Bolívar, aqui ele apóia a Monarquia. Torna-se defensor de D. Pedro I, considerando que ele poderia tornar-se um novo Simón Bolívar.
1844: Ano em que retorna ao Recife. Escreve para os jornais Diário Novo e A Barca de São Pedro, favoráveis aos chamados praieiros (que iriam quatro anos depois deflagrar a Revolução Praieira).
1845: Candidata-se a deputado, mas não se elege.
8 de novembro de 1848: Início da Revolução Praieira.
1848/1849: Abreu e Lima - que não participara da luta armada, mas escrevera artigos defendendo os ideais da revolta - é preso e condenado à prisão perpétua, acusado de "chefe da rebelião". A pena deveria ser cumprida em Fernando de Noronha. Acabou sendo libertado meses depois.
Seu advogado foi Nabuco de Araújo, pai de Joaquim Nabuco.
8 de março de 1869: Morre aos 75 anos, no Recife. O bispo Cardoso Ayres nega-lhe sepultura no cemitério de Santo Amaro. As idéias liberais de Abreu e Lima no tocante à religião, expostas nos textos "As Bíblias falsificadas ou duas respostas a Joaquim Pinto Campos" e "O Deus dos judeus e o Deus dos cristãos", o indispuseram com o bispo . Um padre chegou a visitar Abreu e Lima, pouco antes da sua morte, para que ele se retratasse, o que não fez. Abreu e Lima está enterrado no cemitério dos Ingleses.
Livros que escreveu
1) Resumen histórico de la última dictadura del Libertador Simon Bolívar, comprobada com documentos (1820)

2) Bosquejo Histórico, Político e Literário do Brasil (1835)

3) Compêndio de História do Brasil (1843)

4) Synopsis ou dedução chronologica dos factos mais notáveis da História do Brasil (1845)

5) História Universal - desde os tempos mais remotos até os nossos dias, relatando os acontecimentos mais notáveis em todas as épocas e os feitos mais célebres de todos os povos(em dois volumes). 1847

6) O Socialismo (1855)

7) As Bíblias falsificadas ou duas respostas a Joaquim Pinto Campos (1867)

8) O Deus dos judeus e o Deus dos Cristãos (1867)
"O horror daquela tremenda noite"
Fuzilamento do pai marcou a vida de Abreu e Lima; abaixo, em texto escrito 30 anos depois, ele descreve os detalhes do episódio
“No momento em que escrevo estas linhas, assalta-me todo o horror daquela tremenda noite, em que fui quase companheiro da vítima: era eu que parecia o condenado, e não ele. Tenho visto morrer milhares de homens nos campos de batalha, e muitos nos suplícios, mas nunca presenciei tanta coragem, tanta abnegação da vida, tanta confiança nos futuros destinos da sua pátria, tanta resignação enfim; era meu pai quem me animava, porque eu parecia inconsolável; uma mão de ferro me arrancava o coração; meu pranto e minha dor comoviam a todos os que se achavam presente; era mister separar-me então para dar alívio às minhas lágrimas, e me conduziam a outra prisão, donde voltava depois a poder das minhas súplicas, até que foi forçoso arrancarem-me de seus braços para sempre. Uma circunstância mais que todas vinha de quando em quando agravar essa espécie de martírio, com que os algozes de meu pai queriam amargurar ainda mais os seus últimos instantes; meu irmão Luís - moço de compleição mui débil e”. delicada - fora preso emsua companhia, e achava-se metido em um dos imundos calabouços do Oratório chamado segredo. Nu em carne, e estendido sobre a lama, mais parecia um espectro do que ser vivente: coberto de lodo, faziam-no sair algumas vezes para que meu pai o visse; nesse momento, terrível para o seu coração de pai, parecia comovido, beijava a meu irmão, e como para distrair-se dirigia a palavra a algum dos sacerdotes, que o acompanhavam. Com toda essa prova tremenda de brutal ferocidade, não fez desmentir, um só instante, sua resignação como filósofo nem como cristão. Chegando ao lugar do suplício, fez um pequeno discurso alusivo à sua situação, desculpando os soldados do ofício de algozes; depois pediu-lhes que atirassem com sangue frio, para não martirizá-lo, e levando ambas as mãos algemadas ao peito, fez delas o alvo dos seus tiros. Durante o Conselho protestou contra sua competência, defendeu-se sem inculpar ninguém e negou-se a todas as sugestões que lhe fizeram, para descobrir o objeto de sua missão; no Oratório ninguémlhe ouvia uma queixa contra pessoa alguma, e no lugar do suplício excedeu em longanidade a todos quantos o precederam na mesma desgraçada sorte. Os baianos viram como morreu o homem livre; a lição devia ficar-lhe impressa".
Na morte do pai, o início do revolucionário.
Aos 22 anos José Inácio de Abreu e Lima foi obrigado a presenciar uma cena que marcaria sua vida para sempre. Ele estava preso numa fortaleza em Salvador, em 1817. No mesmo período, seu pai - José Inácio Ribeiro de Abreu e Lima, o famoso Padre Roma (que havia deixado a batina e feito família, mas mantinha o nome de "padre Roma") - também estava preso em Salvador. Padre Roma era um dos líderes da Revolução Pernambucana de 1817. Fora preso e condenado à morte. O filho, Abreu e Lima (imagem acima, reprodução de quadro do pintor Reynaldo Fonseca), recebeu então uma condenação extra: assistir ao fuzilamento do pai. Ao lado, trechos que Abreu e Lima escreveria cerca de 30 anos depois, sobre o episódio, publicados no livro de sua autoria Compêndio de História do Brasil.
Tributo a Abreu e Lima General de Bolívar - Trecho retirado neste link Fundação Joaquim Nabuco

Recife - PE

Informações:

Histórico | Imagens | Filhos ilustres


Recife Pernambuco

Histórico

No começo, alguns pescadores e homens do mar se estabeleceram na estreita porção da terra, que vinha de Olinda e se alargava para as bandas do extremo sul. Alguns armazéns para recolher os açúcares; uma pequena ermida, sob a invocação de um santo amigo das gentes do mar - São Telmo, o Recife começou assim.

Mais tarde, os pesados veleiros, que precisavam refrescar em águas bem abrigadas, livres da agitação do ancoradouro de Olinda, buscaram a sombra dos arrecifes, que se erguiam ao sul. Assim surgiu o Recife, em função do velho ancoradouro espécie de largo canal situado entre os arrecifes de arenito e a península, onde se misturavam as águas do mar e as dos dois rios - o Capibaribe e o Beberibe.

Construíram-se, depois alguns fortes - o do Mar, o de São Jorge e o do Bom Jesus, que, mais tarde, em 1561, defenderiam o Recife contra o ataque dos piratas franceses, aqueles que deixaram gravada numa das pedras do arrecife "Le monde va de pis en pis".

Mas, somente em 1630, quando a humilde povoação se estendera até a ilha dos Navios, na confluência dos dois rios, e já apresentava a igreja que os frades franciscanos ali haviam erguido, dar-se-ia a grande invasão holandesa, empreendida por uma esquadra de 56 navios, comandada por Henry Cornell Lonck.

Abria-se um dos capítulos mais movimentados, vivos e heróicos da história de Recife. Defendida por Matias de Albuquerque, ocupada pelos holandeses, governada pelo Conde João Maurício de Nassau, Recife nunca foi subjugada de todo. Nem mesmo no brilhante governo de Maurício de Nassau, que dotou a terra de amplos jardins e palácios, promoveu a vinda de homens ilustres, como Marcgraf, botânico; Franz Post e Eckout, pintores; Clalitz, geógrafo; Plante, latinista e poeta; Piso, naturalista.

João Fernandes Vieira, André Vidal de Negreiros, Filipe Camarão e Henrique Dias são os principais heróis da Restauração Pernambucana, movimento em que culminava a surda hostilidade e resistência contínua contra os dominadores. Na Campina do Taborda, pernambucanos e holandeses, depois das duas memoráveis batalhas dos montes Guararapes, assinam a capitulação no dia 23 de janeiro de 1654. Durara 24 anos o domínio holandês.

Após a Restauração, o Recife entra em período de intenso desenvolvimento, facilitado pelas trocas comerciais através do seu porto. Disto resulta grave rivalidade com Olinda, cujo desfecho vem a ser o conflito que passou à historia com a denominação de Guerra dos Mascates. Era a revolta dos nobres de Olinda contra os portugueses do Recife, ciosos da elevação de seu povoado à categoria de Vila, mediante a instalação do pelourinho, em 1710. Nessa movimentada luta surgiu o Sargento-mor Bernardo Vieira de Melo, com a sua proposta da instauração de uma República na capitania, "ad instar" da de Veneza, talvez a primeira tentativa de implantação do regime republicano na América. Sufocada a rebelião, o pelourinho é reerguido e o Recife permanece como Vila.

A cidade marca o seu progresso com a instalação de uma Alfândega, a construção de várias pontes, a execução de aterros, que ganham novas superfícies úteis às terras alagadas. A 6 de março de 1817, rebenta no Recife uma revolução de caráter republicano e nativista. Os nomes de Domingos Teotônio, Manuel Correia de Araújo, Domingos José Martins, Pedro de Souza Tenório, José de Barros Lima e outros estão na boca de todos. O movimento, porém, é dominado e um governo despótico é instituído, tendo à frente Luís do Rego Barreto. Mais tarde, a 26 de outubro, o governador português e suas tropas embarcam para Portugal; tropas de além-mar não mais desembarcariam no Recife.

Pernambuco, assim, tornava-se independente antes do Grito do Ipiranga. O Recife é elevado à categoria de Cidade, no dia 5 de dezembro de 1823. No ano seguinte, rebenta outra revolução de caráter republicano, que passou à história sob o nome de Confederação do Equador. Dentre os heróis desse movimento destaca-se Frei Joaquim do Amor Divino Caneca, que foi fuzilado a 13 de janeiro de 1825. Em 1827, o Recife passa a ser capital da província.

Dois movimentos revolucionários, a setembrizada e a abrilada, em 1831 e 1832, respectivamente, são logo dominados.

Em 1838, assume o governo da província Francisco do Rego Barros, posteriormente Conde da Boa Vista, cuja administração foi assinalada por notáveis melhoramentos urbanos. Duas grandes realizações datam desse período: a construção do Palácio do Governo e a do primitivo Teatro Santa Isabel, obra do engenheiro francês Louis Léger Vauthier, que o Conde fizera vir de Paris, de onde vieram, também, outros técnicos. Cais, estradas, pontes, abastecimento de água, uma Repartição de Obras Públicas, foram algumas das tarefas empreendidas por Francisco do Rego Barros.

Esse brilhante período da vida do Recife foi perturbado, todavia, pela Revolução Praieira, irrompida em 1848 e organizada pelo partido liberal, composto dos "praieiros". Chefes principais: Pedro Ivo, João Roma, Nunes Machado - este último morto bravamente em combate.

O Recife entra, então, numa fase de acelerado progresso. A cidade começa a ampliar-se, iniciando-se, em 1907, a execução do grande e modelar plano de saneamento, concebido pelo higienista Saturnino de Brito.

Gentíico: recifense

Formação Administrativa

A povoação do Recife surgiu em 1561 passando, no ano de 1637, sob domínio holandês a denominar-se Maritzstad (Mauricéia), em homenagem a Maurício de Nassau.

Elevada à categoria de vila com a denominação de Recife, por Carta Régia de 19 11.1709. Instalada em novembro de 1771.

Pela resolução de 31-07-1817 e lei municipal nº 1, de 06-04-1892, é criado o distritos de Poço de Panela e anexado a vila de Recife.

Por alvará de 25-08-1789, é criado o distrito de Santo Antônio e anexado a vila de Recife.

Pela lei provincial nº 173, de 20-11-1846, é criado o distrito de Várzea e anexado a Vila de Recife.

Distrito criado com a denominação de Recife, por alvará de 20-03-1772 e lei municipal nº 1, de 06-04-1892.

Elevado à condição de cidade, por carta Imperial, de 05-12-1823.

Elevado à Capital do Estado, por portaria, de 29-12-1825, confirmado pela resolução de 15-02-1827.

Pela lei municipal nº 1, de 06-04-1892, são criados os seguintes distritos: Afogados, Boa Vista, Encruzilhada, Graças, Poço da Panela, Santo Amaro, Santo Antônio, São Frei Pedro Gonçalves, São José,Várzea e anexado ao município de Recife.

Pela lei nº 8, de 28-06-1893, é criado o distrito de Peres e anexado ao município de Recife.

Pela lei nº 95, de 27-04-1896, são criado os distritos de Madalena e Torre e anexado ao município de Recife.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 14 distritos: Recife, Santo Antônio, 1º e 2º distritos de São José, 1º e 2º distritos de Boa Vista, 1º e 2º distritos da Graças, 1º, 2º e 3º distritos Afogados, Torre, Poço da Panela e Várzea.

Nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 1-IX-1920, o município aparece constituído de 19 distritos: Recife, afogados, Boa Vista, Caxangá, Graças, Ilha Fernando de Noronha, Ilhas do Pina, Madalena, Areias, Nogueira, Peres, Poço da Panela, Pombal, Santo Amaro, Santo Antônio, São José, Torres e Várzeas.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 10 distritos: Recife, Afogados, Beberibe, Boa Vista, Graças, Poço, ex-Poço da Panela, Santo Antônio, São José, Tigipio e Varzea,

Em divisão territorial datada de 31-XII-1936, o município é constituído de 4 distritos: Recife, Boa Vista, Afogados e Graças.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1937, o município é constituído de 5 distritos: Recife, Fernando de Noronha, Boa Vista, Afogados e Graças.

Pelo decreto-lei estadual nº 92, 1938, o município de Recife figura unicamente do distrito sede, entretanto, abrange 10 zonas Recife, Santo Antônio, São José, Afogados, Boa Vista, Graças, Poço, Várzea, Tejípio e Beberibe.

Pelo decreto-lei federal nº 1402, de 09-02-1942, desmembra do município de Recife o distrito de Fernando de Noronha. Elevado à categoria de Território Federal.

Pelo decreto-lei nº 324, de 31-07-1942, o município de Recife ficou dividido em 4 sub-distritos: 1º Recife, Santo Antônio e São José; 2º Boa Vista, Santo Amaro, Graças e Encruzilhada; 3º Afogados, Madalena, Tijípio e Boa Viagem; 4º Poço, Casa Amarela, Várzea e Beberibe.

Em divisão territorial datada de I-VII-1960, o município é constituído do distrito sede e se compõe de 15 zonas administrativas: Recife, Boa Vista, Santo Amaro, Graças, Encruzilhada, Afogados, Madalena, Tejipió, Boa Viagem, Poço, Casa Amarela, Várzea, Beberibe, Santo Antônio e São José.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de I-I-1979.

Pela Constituição Federal de 1988, o território de Fernando de Noronha foi extinto e sua área reincorporado ao Estado de Pernambuco.

Em divisão territorial datada de 18-VIII-1988, o município é constituído do distrito sede. e se compõe de 15 zonas administrativas: Recife, Boa Vista, Santo Amaro, Graças, Encruzilhada, Afogados, Madalena, Tejipió, Boa Viagem, Poço, Casa Amarela, Várzea, Beberibe, Santo Antônio e São José.

Em divisão territorial datada de 1-VI-1995, o município é constituído do distrito sede.

Em divisão territorial datada de 15-VII-1999, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.

Fonte: IBGE

Enviado por: Anjocaco

Recife - PE "21/08/09


Recife é um bairro da cidade do Recife (a capital do estado de Pernambuco), correspondente ao centro histórico conhecido como o Recife Antigo.
Em seu ponto mais oriental, no porto, situa-se a praça Rio Branco – o Marco Zero, margeada pelo Oceano Atlântico.
Turismo
O bairro foi transformado, através de um programa gradual de revitalização urbana, num dos principais pólos de lazer e cultura da cidade. Vários imóveis foram restaurados, e hoje são utilizados para fins culturais, empresariais e comerciais.
Está inserido no Complexo Turístico Cultural Recife e Olinda, desenvolvido pela empresa portuguesa Parque Expo, a mesma responsável pela revitalização da zona portuária de Lisboa para a Expo 98. O porto está abrindo um processo de licitação para o uso dos vários imóveis ociosos, para fins de atividade turistica e cultural.

Os principais pontos turisticos e culturais do bairro são:
Torre Malakoff - Sinagoga Kahal Zur Israel, a mais antiga sinagoga das Américas – recentemente restaurada.
Marco Zero, confluência das avenidas Rio Branco e Marquês de Olinda.
Antiga Bolsa de Valores
Praça Rio Branco (Marco Zero), Recife

Recife - PE "26/07/09"

Informações:


Recife - Pernambuco

Imagens enviada por - Anjocaco

A Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco é considerada a casa de todos os cidadãos pernambucanos. Um lugar onde as mais diversas representações políticas e culturais se expressam através das ações realizadas no seu cotidiano. Sessões plenárias, reuniões solenes e tantas outras atividades marcam um cenário de debates acerca dos problemas da nossa sociedade.
Através das discussões, projetos de lei são elaborados e votados. Daí a importância de todos conhecerem quem somos e quais as nossas atribuições, que se encontram estabelecidas na Constituição do Estado de Pernambuco e no Regimento Interno da Casa Legislativa.
Através do Museu Virtual, o visitante poderá saber um pouco mais sobre a Assembleia Legislativa, que se encontra sempre de portas abertas para receber a todos.
Enviado por: Anjocaco

Recife - PE - Filhos Ilustres

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Recife Pernambuco

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